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Cancro de pele/Skin cancer

  • luaemp
  • 21 de set. de 2025
  • 5 min de leitura

(Followed by the English version)



Falar de cancro de pele, na Irlanda, parece quase uma piada: “Sol? Que sol?” Mas a verdade é que não convém subestimar o pequeno astro dourado quando finalmente aparece entre nuvens e chuva.


Ó amores da minha vida, vamos ver se nos entendemos: a pele clara dos irlandeses não foi feita para momentos de sol intenso, mesmo que sejam breves. Um dia de verão pode ser o suficiente para vos deixar lembranças duradouras — e não estou a falar de bronzeado, mas de problemas muito sérios.


Párem lá de ir para o Algarve ou para Lanzarote… Que o vosso material genético não foi feito para esses países! Ou, em alternativa, aprendam o básico dos básicos: chapéus, protector solar, mangas compridas, horários em que o sol não faz mal (evitar das 11h às 16h) … não são exageros, são a vossa armadura contra o que pode ser perigoso. 


Vejam bem, neste país, o cancro de pele é o mais comum, com mais de 11.000 novos casos diagnosticados anualmente, representando cerca de um terço de todos os cancros invasivos no país. Entre esses casos, aproximadamente 90% são de cancro de pele não-melanoma, sendo os 10% restantes diagnosticados como melanoma. 

Passo a explicar: há dois tipos de cancro de pele que precisamos de ter em mente. O primeiro é o não-melanoma, o mais comum e geralmente menos perigoso — inclui os carcinomas basocelular e espinocelular, que surgem sobretudo onde o sol mais incide, como o rosto e as mãos. O segundo é o melanoma, mais raro, mas mais sério, porque pode espalhar-se se não for detectado a tempo.

(Imagem retirada de Researchgate)


E sim, há outros tipos estranhos e raros, mas podemos ignorá-los por agora — concentrarmo-nos nos dois grandes é o suficiente para não andar a complicar demasiado a vida.

Eu percebo o vosso desespero pelos raiozinhos de sol, mas as câmaras solares e os autobronzeadores, tão na moda, não são alternativas. Esqueçam isso também. Até porque: as câmaras solares são como um frasco de sol concentrado, mas sem a parte boa da vitamina D, só com a parte má dos riscos — aumentam, e muito, o risco de cancro de pele, envelhecimento precoce da pele (rugas, manchas e perda de elasticidade), danos nos olhos, se não forem usados óculos de protecção adequados. É uma espécie de um pack promocional de tudo o que ninguém quer.

Os cremes autobronzeadores… bem, podem enganar a vista por momentos mas não enganam a pele. Não trazem radiação, é certo, mas podem deixar alergias, reações estranhas e até aquela cor alaranjada de quem caiu numa lata de tinta da cor errada, dando mais a sensação de uma doença rara do que de um bronzeado.

No fim de contas o que parece prático e saudável pode trazer muitos dissabores.

Perante esta variedade de sol — enlatados ou não — convém estar atento a algumas pintas ou manchas suspeitas, relativamente a:

  • A – Assimetria (uma metade da pinta diferente da outra);

  • B – Bordas irregulares;

  • C – Cor que varia;

  • D – Diâmetro maior que 6 mm;

  • E – Evolução, ou seja, qualquer mudança ao longo do tempo.

Feridas que não cicatrizam ou qualquer mudança estranha na pele também merecem atenção. Nestes casos — como em nenhum outro, não é para brincar ao Dr. Google — é mesmo para ir ao médico, de preferência um dermatologista. Pode ser a diferença entre um susto e um problema sério.


Resumindo: não se trata de viver escondidos do sol como vampiros — tratem-no como uma criança doce e irreverente que, quer queira, quer não, tem de cumprir as rotinas que lhe impomos.


Esta é a única forma de nos assegurarmos de que as suas travessuras não se transformam num problema sério.



English Version 



Talking about skin cancer in Ireland almost seems like a joke: ‘Sun? What sun?’ But the truth is, it’s not wise to underestimate the little golden star when it finally peeks through the clouds and rain.


Oh my dears, let’s get this straight: the fair skin of the Irish wasn’t made for intense sun, even if only for brief moments. One summer day can be enough to leave lasting memories — and I’m not talking about a tan, but very serious problems.


Stop going to the Algarve or Lanzarote… Your genetic makeup wasn’t made for those countries! Or, alternatively, learn the basics of the basics: hats, sunscreen, long sleeves, and safe hours for sun exposure (avoid 11 a.m. to 4 p.m.)… these aren’t exaggerations; they’re your armor against what could be dangerous.


Look, in this country, skin cancer is the most common, with over 11,000 new cases diagnosed annually, representing about a third of all invasive cancers in the country. Among these cases, approximately 90% are non-melanoma skin cancers, while the remaining 10% are diagnosed as melanoma.


Let me explain: there are two types of skin cancer we need to keep in mind. The first is non-melanoma, the most common and generally less dangerous — it includes basal cell and squamous cell carcinomas, which mainly appear where the sun hits most, like the face and hands. The second is melanoma, rarer but more serious, because it can spread if not detected in time.

(Image taken from Researchgate)


And yes, there are other strange and rare types, but we can ignore them for now — focusing on the two main ones is enough to avoid overcomplicating things.


I understand your longing for little sunbeams, but tanning beds and self-tanners, so trendy right now, are not alternatives. Forget them too. Tanning beds, for instance, are like a concentrated sun in a bottle, but without the good part — vitamin D — only the bad risks: they greatly increase the risk of skin cancer, premature skin aging (wrinkles, spots, and loss of elasticity), and eye damage if proper protective glasses aren’t used. It’s like a promotional pack of everything nobody wants.


Self-tanning creams… well, they might fool the eye for a moment, but they don’t fool the skin. They don’t emit radiation, that’s true, but they can cause allergies, strange reactions, and even that orange color like someone fell into the wrong paint can, giving more the impression of a rare disease than a tan.


At the end of the day, what seems practical and healthy can bring many disappointments.


Faced with this variety of sun — bottled or not — it’s important to keep an eye on any suspicious moles or spots, regarding:

  • A – Asymmetry (one half of the mole different from the other);

  • B – Irregular borders;

  • C – Color variation;

  • D – Diameter larger than 6 mm (about ¼ inch);

  • E – Evolution, meaning any change over time.


Wounds that don’t heal or any unusual changes in the skin also deserve attention. In these cases — as in no other, don’t play Dr. Google — it’s really time to see a doctor, preferably a dermatologist. It could be the difference between a scare and a serious problem.


In short: it’s not about living hidden from the sun like vampires — treat it like a sweet and mischievous child who, whether it likes it or not, has to follow the routines we impose.


This is the only way to make sure its mischief doesn’t turn into a serious problem.

 
 
 

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