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Coisas de Lua (2)

  • luaemp
  • 5 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura


Tenho o hábito de, mais ou menos por esta altura, fazer um balanço do ano que em breve terminará… É assim um misto entre as lojas que conferem o stock — e lá revejo eu os níveis de paciência, de aprendizagem, de marotice, de humor, de estupidez natural, etc. —, e aquela saga que as televisões passam, dos momentos (mais maus do que bons) que marcam cada ano no contexto global — e é ouvir-me praguejar durante um bom par de horas, contra os acéfalos dos governantes que não têm a mínima noção do conceito de política, da burrice dos povos que os elegem, ou daqueles que contrariam as regras do civismo e nem desalapam o cú da cadeira para irem às urnas, expressar a sua vontade, achando que é tudo igual, deixando que os radicalismos ganhem terreno com o seu “el dorado” de promessas populistas, ao gosto dos tão acéfalos quanto eles.


(Respira rapariga 🧘‍♀️…)


Depois, tento olhar para o que de bom a humanidade produziu ao longo desses doze meses… dos “grandes” acontecimentos, como as imagens do telescópio Webb lançado para o espaço em 2021 com o intuito de entender a evolução do universo, e que nos premiou, este ano, com imagens tão importantes como o nascimento de uma estrela ou do maior Buraco negro activo; o medicamento, ainda em fase experimental, que dá grande esperança na cura do Alzheimer — para já, quando a doença é detectada na sua fase inicial, interrompe a sua evolução, e retarda o declínio cognitivo —, aos “enormes”, que são aqueles reveladores de resquícios de um comportamento humano em vias de extinção, quer sejam individuais — como o recente acontecimento em Dublin, no qual um entregador de comida que passava pôs fim ao esfaqueamento perpetrado por um louco, evitando, assim, uma série de mortes —, ou colectivos, representados por iniciativas que mostram uma humanidade disposta a enfrentar, a lutar contra a maré — como é caso de tantas ONGs (organizações não governamentais) que trabalham no terreno dos piores cenários que todos conhecemos. 



A expressão "panem et circenses" (pão e circo) — atribuída ao poeta satírico romano Juvenal —, reflecte a ideia de que, para manter a população satisfeita e apática em relação aos assuntos políticos e outros relevantes, basta fornecer alimentos e entretenimento público, quanto mais oco melhor. Essa estratégia, usada desde tempos antanhos, permanece em voga pois continua a ser eficaz como uma forma de distracção para evitar questionamentos ou revolta por parte da população diante de questões mais críticas.


E é com profunda apreensão (para não dizer tristeza) que no que concerne ao balanço externo, não há forma da minha balança equilibrar…


A menos que eu feche os olhos e cante repetidamente a música “When You Wish Upon a Star”... 

É quase Natal, não custa tentar…


(Lembro, os mais distraídos, que esta música pertence ao filme “Pinóquio” que como sabem, é um conto clássico sobre um boneco de madeira que deseja tornar-se num menino real. O filme aborda temas como honestidade, responsabilidade e as consequências das escolhas. Podemos dizer que a moral central destaca a importância de se ser verdadeiro consigo mesmo para se poder ser com os outros e fazer escolhas que promovam o crescimento pessoal).



 
 
 

5 comentários

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Silvia Cristina
Silvia Cristina
08 de dez. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Respira!...

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Isaura Santos
Isaura Santos
07 de dez. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Maravilha!

A menina do desenho. És tu? Foste tu que desenhaste? Ou ambas? ;)

Beijo da Inbicta

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luaemp
07 de dez. de 2023
Respondendo a

Pois a menina Lua, sou eu🤭 ... E sim, reconciliei-me com o passado e voltei ao desenho... 🫣

Beijos de até breve...

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Luís Mota
Luís Mota
05 de dez. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Sim, é verdade que o balanço de (mais) este ano não nos traz muito de bom. As guerras, as crises, o mundo, que de uma forma geral nos parece estar de pernas para o ar (como no teu desenho). Que, ao menos, o nosso balanço interno nos permita compensar e continuar a acreditar.


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luaemp
05 de dez. de 2023
Respondendo a

Pois... também esse às vezes fica de pernas para o ar... 🙃

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