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Demência(s) (1) Só sei que nada sei.

  • luaemp
  • 19 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de out. de 2023


Falar resumidamente sobre demência é impossível. Por muitos cursos específicos nesta área que eu tenha concluído com distinção, confesso-vos que as lacunas no meu conhecimento continuarão a existir tanto quanto existem nas neurociências. Talvez elas, um dia, consigam dar respostas menos ambíguas sobre esta terrível doença.

Segundo um conceituado neurologista e neurocientista, António Damásio, Prof. na Universidade do Sul da Califórnia (e que por acaso é português): "(...) tudo o que somos, tudo o que sentimos e criamos como sociedade e civilização reside nesse órgão maravilhoso: o cérebro humano (...)".

Damásio revolucionou as teorias das neurociências propondo a tese do primado das emoções nos processos decisórios, isto é, o acto de decidir não trata apenas da questão do saber julgar (razão), mas sobretudo de sentir, o que é um salto enorme para o entendimento de doenças como o Alzheimer, Parkinson e outros tipos de demência.

Ainda assim, o cérebro, pela sua complexidade, continua a ser o órgão mais misterioso que possuímos.


O primeiro ponto que gostaria que tomássem consciência é que a tendência de nos referirmos à demência como se fosse uma só doença, é profundamente errado. A demência é como se fosse uma caixa repleta de bolachas sortidas… isto é usamos o termo demência (caixa) sem especificarmos que tipo de bolacha é que é.

E como sabem, uma bolacha de chocolate não é a mesma coisa que uma bolacha de limão e assim sucessivamente…

Há pelo menos quatro diferentes tipos de "demência": a doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência com Corpos Lewy e a Frontotemporal. (para os menos entendidos, o que aparece sublinhado são links que, neste caso, são pequenos vídeos para quem quiser saber mais um pouco. É só carregarem em cima).

E mesmo dentro delas existem subtipos com características e especificidades muito próprias e mais do que isso, podem comportar-se de forma diferente em cada paciente — até porque não existem duas pessoas iguais.

Temos uma ideia da complexidade do cérebro e de como este funciona. Mas é apenas isso… uma ideia…


Nota: este post terá continuação… Partilharei experiências que é a melhor forma de ajudar.




 
 
 

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