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Em nome do Sal/ In the name of Salt

  • luaemp
  • 27 de out. de 2024
  • 13 min de leitura

(Followed by the English version at the end)

Foto: Shutterstock


Saio, hoje aqui, na defesa da honra do sal!

Chega de denegrirem o seu bom nome e a sua reputação!

O sal não é apenas um tempero qualquer; é um dos pilares da nossa história, uma verdadeira jóia que moldou civilizações, explorou rotas comerciais e até influenciou a economia.


O uso do sal remonta a milhares de anos, sendo uma prática que começou nas sociedades pré-históricas. As evidências arqueológicas sugerem que o sal era utilizado desde pelo menos 6000 a.C. na região que hoje é a China, onde os habitantes extraíam sal de lagos salgados, como o lago de Yuncheng, especialmente durante a época seca, quando as águas se evaporavam, deixando a salina exposta. Usavam-no tanto como tempero quanto para conservar alimentos, uma técnica inovadora, equivalente à invenção do frigorífico, que se propagou a outras civilizações, e ainda é utilizada nos dias de hoje. 


Tão divulgada foi e tão eficiente se revelava que, aí por volta de 3000 a.C. os egípcios não só preservavam alimentos como, também, corpos, já que o sal era um elemento essencial no processo de mumificação.



O sal tornou-se tão indispensável que, a partir do século VI a.C., grandes civilizações como os fenícios e romanos começaram a desenvolver rotas comerciais para o transporte de sal, um produto extremamente valioso, o “ouro branco”, como foi chamado.


Em regiões como o Norte de África, por exemplo, a famosa Rota do Sal foi desenvolvida para ligar as minas do deserto do Saara aos mercados do Mediterrâneo, permitindo que o "ouro branco" chegasse a cidades distantes. Caravanas de camelos carregavam enormes blocos de sal, atravessando extensões desérticas numa viagem que podia durar várias semanas. Este comércio tornou-se tão importante que o sal, em alguns períodos, chegou a ser mais valioso do que o próprio ouro.


Em algumas culturas, o sal chegou a ser utilizado como moeda. Os romanos, por exemplo, pagavam aos seus soldados com sal, o que deu origem à palavra "salário" (salarium).


Na Europa durante a Idade Média, cidades como Salzburgo, na Áustria, exemplificam o impacto económico do sal. O nome "Salzburg" deriva das palavras alemãs "Salz" (sal) e "Burg" (castelo ou fortaleza), uma referência directa ao produto que, extraído de minas locais, impulsionou o seu crescimento e riqueza. Outro exemplo é Aveiro, em Portugal que, no mesmo período, iniciou a exploração intensiva de sal marinho. Documentado está que no reinado de D. João I (século XIV) a produção de sal em Portugal era tanta que se começou a exportar o produto (Holanda, a Dinamarca, a Noruega, a França, a Suécia e o Reino Unido eram fãs do sal português), medida que trouxe enorme proveito económico. 


Lá por meados do século XVI, uma expedição portuguesa,  descobriu, por acaso, a Terra Nova dando-se início à pesca do bacalhau — não por muito tempo, já que os corsários ingleses e franceses que dominavam a área, nos expulsaram em três tempos.

Mais uma vez o sal, deu aqui muito jeito, para a conservação deste pitéu que em abono da verdade, durante vários séculos era exclusivo da Casa Real e da aristocracia. Só a partir do século XIX o consumo deste peixe se alastrou a outras partes do país.


O bom nome do sal não se fica por esta, já tão rica, perspectiva do quão importante foi para a preservação de alimentos e temperos.

Ele tem um papel importante em várias religiões, sendo visto como um símbolo de pureza, preservação e incorruptibilidade.


“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens." (Mateus 5:13)


No cristianismo, o sal é mencionado na Bíblia como elemento simbólico de aliança divina e pureza, além de ser utilizado em rituais de bênção (casas) e consagração (baptismo). No judaísmo, o sal também é usado em algumas cerimónias religiosas, como o Shabat, onde é habitual mergulhar o pão challah na água e no sal durante a bênção, que pode ocorrer tanto na sinagoga quanto em casa.

O hinduísmo, considera igualmente o sal  como um elemento purificador, sendo usado em rituais de limpeza de energia e em cerimónias como a puja. 

Na prática xintoísta do Japão, o sal é espalhado em entradas de templos e lares para afastar espíritos malignos e purificar o ambiente.

Independentemente de qualquer prática religiosa, há também crenças populares e rituais que se repetem, como atirar sal para trás das costas para afastar espíritos ou tomar banho de sal grosso para eliminar más energias… 


Também na medicina pululam exemplos históricos que reflectem a importância da utilização do sal. Civilizações como os egípcios, gregos e romanos reconheciam as suas propriedades terapêuticas, utilizando-o para desinfetar feridas e tratar infecções. Por exemplo, os egípcios aplicavam sal em feridas para evitar a putrefacção, aproveitando as suas qualidades antimicrobianas. 

Mas não tentem fazer isto em casa... DÓI COMÓ CARAÇAS! Aliás, muitos séculos mais tarde, esta técnica foi utilizada como tortura e, pelos vistos, continua a ser. 

 Hoje, soluções salinas continuam a ser empregues em contextos médicos, sendo fundamentais na desinfecção e cicatrização de feridas.



Na Grécia Antiga, Hipócrates, conhecido como o pai da medicina, recomendava banhos de vapor com água salgada para tratar problemas respiratórios. O mesmo princípio e propósito são utilizados em técnicas modernas como nebulizações com solução salina e sprays nasais, que aliviam a congestão e hidratam as vias aéreas, facilitando a respiração. Essa prática antiga também estabeleceu as bases para métodos contemporâneos de terapia respiratória, conhecida como haloterapia — “halo” é sal em grego —, que envolve a inalação de partículas finas de sal em ambientes específicos. Os seus benefícios incluem a redução da inflamação nas vias aéreas, o fortalecimento do sistema imunológico e até alívio de condições respiratórias como asma, bronquite e alergias.



Vale lembrar que, nos séculos XIX e XX, muitos sanatórios para o tratamento da tuberculose eram localizados junto ao mar, onde o ar fresco e salino contribuía para a recuperação dos pacientes.


Já os romanos utilizavam sal em banhos para aliviar dores musculares e em compressas para promover a cicatrização de feridas.  Como sabem, esta prática persiste de forma semelhante, com o uso de sais como o sal marinho, o sal do Himalaia e o sal do Mar Morto, simples ou enriquecidos com óleos e ervas, em banhos terapêuticos. O propósito é o mesmo: aliviar dores musculares, desintoxicar o corpo e melhorar a saúde da pele, demonstrando que, embora com variações nos compostos, o princípio de usar o sal para o bem-estar e recuperação física permanece relevante.



Hoje, as soluções salinas, vulgarmente conhecidas como soros, podem ser administradas por via intravenosa, por irrigação para limpeza de feridas, ou mesmo por via oral. Elas são essenciais não apenas para a reposição de fluidos e eletrólitos em pacientes que sofrem de desidratação e insuficiência renal, mas também em casos de choque hipovolémico, que ocorre quando há uma perda significativa de sangue ou fluidos, como em hemorragias (internas ou externas), desidratação severa, queimaduras extensas, ou por vômitos e diarreia excessivos. Isso demonstra que o valor do sal na medicina se mantém relevante ao longo dos séculos. Provavelmente não é por acaso que a palavra 'saúde' deriva do latim 'salus', o que reforça a importância do sal no nosso equilíbrio.



Meus amigos, o sal, quimicamente conhecido como cloreto de sódio (NaCl), é um mineral essencial que desempenha um papel fundamental na biologia humana e não só. É crucial para o funcionamento adequado dos nervos e músculos, ajuda a regular o equilíbrio de fluidos no corpo (hidratação) e participa de processos como a digestão. Assim, a deficiência de sódio pode resultar em problemas significativos de saúde tais como a um desequilíbrio eletrolítico, causando fraqueza muscular, câimbras, e até confusão mental. Imprescindível na digestão, já que o cloreto de sódio é um componente fundamental do suco gástrico, que é necessário para a digestão adequada dos alimentos. Sem o sal, o corpo pode enfrentar dificuldades na absorção de nutrientes.

Em casos graves, pode ocorrer hiponatremia, uma condição potencialmente fatal que resulta em baixos níveis de sódio no sangue.

Ora, o sal não é produzido pelo organismo nem é armazenado por ele, logo precisamos de o ingerir regularmente se nos quisermos manter vivos e funcionais.


E, para deixar claro, tenho vindo a falar de sal. Sal natural, marinho ou do sal de rocha, e não, nunca, jamais, da imitação rasca a que chamam sal refinado.

Como sabem, este “sal” passa, como o nome indica, pelo processo de refinação, isto é, pela remoção de minerais e “impurezas” que fazem parte do sal bruto, perdendo algumas das características naturais.  Desse processo faz ainda parte a “purificação”, que remove substâncias como o magnésio, cálcio ou outros minerais que estão presentes no sal bruto, e a adição de iodo (que pode levar a problemas como o bócio e outras condições relacionadas com a função da tiróide), de agentes antiaglomerantes onde se  incluem o fosfato de cálcio e o dióxido de silício (para evitar que o sal absorva humidade, facilitando o seu manuseio), o que, a longo prazo, pode afectar a saúde, como irritação gastrointestinal ou alergias, especialmente em indivíduos com doenças renais. Em alguns casos,  para aumentar a durabilidade do produto, ainda se junta, na “purificação”, aditivos como ácido cítrico ou outros conservantes.

Ora isto não é sal! É cloreto de sódio com muitos aditivos… Um autêntico veneno!


Irlandeses do meu coração parem de usar sal refinado! Sois uma ilha rodeada de mar por todos os lados! Ainda por cima têm o sal celtico como o Achill Island Sea Salt, produzido na ilha Achill localizada no Condado de Mayo.


Achava excelente que parassem de denegrir a imagem do sal natural fazendo dele o inimigo público número um. 

Também podem parar de legislar acerca do consumo da quantidade ideal que se deve ingerir por dia, em nome da “saúde pública “...


A questão do sal na dieta é complexa, pois a quantidade ideal varia de pessoa para pessoa — e não me refiro a uma questão de gosto mas às necessidades de cada organismo, dependendo, por exemplo, de factores como a idade, o nível de actividade e condições de saúde em geral.



Claro que o consumo excessivo de sal pode levar a problemas de saúde, incluindo hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Mas, se podemos concordar, que a moderação é a chave para a saúde, o sal, esse, não tem culpa dos excessos… 




English Version 


Here I stand today, in defence of the honour of salt! Enough of tarnishing its good name and reputation! Salt is not just any seasoning; it is one of the pillars of our history, a true gem that has shaped civilisations, opened trade routes, and even influenced economies.


The use of salt dates back thousands of years, beginning in prehistoric societies. Archaeological evidence suggests that salt was used as early as 6000 BC in what is now China, where people extracted salt from salt lakes, such as Yuncheng Lake, particularly during the dry season when waters evaporated, leaving exposed salt flats. They used it both as a seasoning and for preserving food — a revolutionary technique, akin to the invention of the refrigerator, which spread to other civilisations and is still in use today.


So widely used and so effective was it that, around 3000 BC, the Egyptians were not only preserving food but also bodies, as salt was an essential element in the mummification process.


Salt became so indispensable that, from the 6th century BC, major civilisations like the Phoenicians and Romans began developing trade routes to transport it, an extremely valuable product known as "white gold."


In regions such as North Africa, for example, the famous Salt Route was developed to connect the mines of the Sahara Desert to Mediterranean markets, allowing "white gold" to reach distant cities. Camel caravans carried enormous blocks of salt, crossing vast desert expanses on journeys that could last several weeks. This trade became so significant that, at times, salt was even more valuable than gold itself.


In some cultures, salt was even used as currency. The Romans, for instance, paid their soldiers with salt, which gave rise to the word “salary” (salarium).


In Europe during the Middle Ages, cities like Salzburg in Austria exemplify the economic impact of salt. The name "Salzburg" derives from the German words "Salz" (salt) and "Burg" (castle or fortress), a direct reference to the product that, extracted from local mines, fueled its growth and wealth. Another example is Aveiro, in Portugal, which began intensive sea salt production during the same period. Records show that under the reign of King John I (14th century), Portugal’s salt production was so abundant that it began to export the product — countries like the Netherlands, Denmark, Norway, France, Sweden, and the United Kingdom were fans of Portuguese salt — a measure that brought substantial economic benefit.


Around the mid-16th century, a Portuguese expedition stumbled upon Newfoundland, leading to the beginning of cod fishing — not for long, though, as English and French privateers dominating the area quickly drove them out. Once again, salt proved invaluable for preserving this delicacy which, truth be told, for several centuries was exclusive to the Royal House and the aristocracy. It was only from the 19th century onwards that consumption of this fish spread to other parts of the country.


The good name of salt doesn’t end with this already rich perspective of how important it has been for food preservation and seasoning. It holds an important role in various religions, seen as a symbol of purity, preservation, and incorruptibility.


"You are the salt of the earth; but if the salt loses its flavour, how shall it be seasoned? It is then good for nothing but to be thrown out and trampled underfoot by men." (Matthew 5:13)


In Christianity, salt is mentioned in the Bible as a symbolic element of divine covenant and purity, as well as being used in rituals of blessing (homes) and consecration (baptism). In Judaism, salt is also used in certain religious ceremonies, such as Shabbat, where it is customary to dip the challah bread in water and salt during the blessing, which can take place both in the synagogue and at home.

Hinduism likewise regards salt as a purifying element, using it in rituals for cleansing energy and in ceremonies such as puja. In the Shinto practice of Japan, salt is sprinkled at the entrances of temples and homes to ward off evil spirits and purify the environment.

Regardless of any religious practice, there are also popular beliefs and rituals that persist, such as throwing salt over one's shoulder to ward off spirits or taking a coarse salt bath to eliminate negative energies.


Historical examples abound in medicine that reflect the importance of salt's use. Civilisations such as the Egyptians, Greeks, and Romans recognised its therapeutic properties, using it to disinfect wounds and treat infections. For instance, the Egyptians applied salt to wounds to prevent putrefaction, taking advantage of its antimicrobial qualities.


But don’t try this at home... IT HURTS LIKE HELL! In fact, many centuries later, this technique was used as torture and apparently still is. Today, saline solutions continue to be employed in medical contexts, playing a crucial role in disinfecting and healing wounds.


In Ancient Greece, Hippocrates, known as the father of medicine, recommended steam baths with salt water to treat respiratory issues. The same principle and purpose are applied in modern techniques like saline nebulisations and nasal sprays, which relieve congestion and hydrate the airways, making breathing easier. This ancient practice also laid the groundwork for contemporary respiratory therapy methods known as halotherapy — “halo” means salt in Greek — which involves inhaling fine salt particles in specific environments. Its benefits include reducing inflammation in the airways, strengthening the immune system, and even alleviating respiratory conditions such as asthma, bronchitis, and allergies.



It is worth noting that, in the 19th and 20th centuries, many sanatoria for the treatment of tuberculosis were located by the sea, where the fresh, salty air contributed to the patients' recovery.


The Romans, on the other hand, used salt in baths to relieve muscle aches and in compresses to promote wound healing. As you know, this practice persists in a similar form today, with the use of salts such as sea salt, Himalayan salt, and Dead Sea salt, either on their own or enriched with oils and herbs, in therapeutic baths. The purpose remains the same: to relieve muscle pain, detoxify the body, and improve skin health, demonstrating that, although there are variations in the compounds used, the principle of using salt for well-being and physical recovery remains relevant.



Today, saline solutions, commonly known as drips, can be administered intravenously, used for wound irrigation, or even taken orally. They are essential not only for replenishing fluids and electrolytes in patients suffering from dehydration and renal failure but also in cases of hypovolemic shock, which occurs when there is significant blood or fluid loss, such as in internal or external bleeding, severe dehydration, extensive burns, or excessive vomiting and diarrhea. This demonstrates that the value of salt in medicine remains relevant throughout the centuries. It is probably no coincidence that the word 'health' derives from the Latin 'salus,' which reinforces the importance of salt in our balance.


My friends, salt, chemically known as sodium chloride (NaCl), is an essential mineral that plays a fundamental role in human biology and beyond. It is crucial for the proper functioning of nerves and muscles, helps regulate fluid balance in the body (hydration), and participates in processes such as digestion. Thus, sodium deficiency can lead to significant health issues, such as an electrolyte imbalance, causing muscle weakness, cramps, and even mental confusion.


Salt is indispensable for digestion, as sodium chloride is a key component of gastric juice, necessary for the proper digestion of food. Without salt, the body may struggle to absorb nutrients. In severe cases, hyponatremia can occur, a potentially fatal condition resulting from low sodium levels in the blood.


Now, salt is neither produced nor stored by the body, so we need to ingest it regularly if we want to stay alive and functional.


And to be clear, I have been talking about salt. Natural salt, whether sea salt or rock salt, and never, ever, about the cheap imitation they call refined salt.


As you know, this "salt" goes through a refining process, as the name suggests, which involves the removal of minerals and "impurities" that are part of raw salt, losing some of its natural characteristics. This process also includes "purification," which removes substances such as magnesium, calcium, or other minerals present in raw salt, as well as the addition of iodine (which can lead to issues like goitre and other conditions related to thyroid function), and anti-caking agents such as calcium phosphate and silicon dioxide (to prevent the salt from absorbing moisture, making it easier to handle). This, in the long run, can affect health, leading to gastrointestinal irritation or allergies, especially in individuals with kidney disease.

In some cases, to increase the product's shelf life, additives like citric acid or other preservatives are also included in the "purification."

Now, this is not salt! It's sodium chloride with many additives... An authentic poison!


Irish people of my heart, stop using refined salt! You are an island surrounded by sea on all sides! On top of that, you have Celtic salt like Achill Island Sea Salt, produced on Achill Island located in County Mayo.



I would think it would be excellent if they stopped denigrating the image of natural salt, making it public enemy number one. They could also stop legislating about the ideal amount to consume per day in the name of “public health.”


The issue of salt in the diet is complex, as the ideal amount varies from person to person — and I'm not referring to personal taste but to the needs of each organism, depending, for example, on factors such as age, activity level, and overall health conditions.



Of course, excessive salt consumption can lead to health problems, including high blood pressure and cardiovascular diseases. But if we can agree that moderation is key to health, then salt is not to blame for the excesses…

 
 
 

2 comentários

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jpmpcb
27 de out. de 2024

Sem sal,nao existe vida.

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luaemp
29 de out. de 2024
Respondendo a

Verdade 😉

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