Locomoção na Irlanda...
- luaemp
- 25 de nov. de 2023
- 4 min de leitura


É sabido que eu adoro viajar. Faço parte daquele grupo de pessoas que acreditam que viajar é uma fonte inesgotável de conhecimento já que oferece uma experiência enriquecedora ao proporcionar exposição a diferentes culturas, tradições e perspectivas. Ao explorar novos lugares, os viajantes têm a oportunidade de aprender sobre a história local, provar gastronomias distintas e interagir com pessoas de origens diversas. É esta diversidade, encontrada nas viagens, que se torna uma fonte valiosa de aprendizagem na complexa apreciação das nuances que tornam cada cultura única.
Essa imersão cultural contribui para o crescimento pessoal, amplia a compreensão do mundo e promove a tolerância.
Viajo desde que me conheço. Primeiro Portugal, de lés a lés, na companhia dos meus pais que me fizeram conhecer lugares incríveis de Norte a Sul. De quando em vez uma incursão a Espanha no tempo em que os carros se acumulavam em filas, aguardando a vistoria dos documentos e revista da viatura quer de um lado quer do outro das fronteiras.
Depois, sozinha ou com amigos em longas viagens de comboio ou de autocarro, mochila às costas e dinheiro contado — bem, esta do dinheiro contado deve ser algo cármico que se arrasta até hoje!
Os aviões entraram depois e quanto aos barcos de cruzeiro apenas os experimentei por duas vezes, graças aos meus falecidos sogros que me resolveram premiar ainda era eu solteira.
Aprendi, cedo, que é muito importante aprender algumas coisas básicas sobre o lugar que se vai visitar, primeiro para não cometermos gafes diplomáticas, segundo para termos uma ideia do que vamos encontrar.
Por exemplo, é sempre de bom tom sabermos a localização da Embaixada portuguesa, ou Consulado — roubos, extravio de documentos, etc., podem ocorrer e dá sempre jeito ter esta informação à mão. Além disso, é lá também que se pode exercer o direito de voto, sempre que houver eleições em Portugal.
Também é importante saber se o país, ou local, tem uma boa rede de transportes.
Creio que talvez seja útil falarmos acerca disto no que diz respeito à Irlanda.
A Irlanda é um país rural. À excepção de Dublin o “resto é paisagem” com zonas bastante isoladas, onde nem os autocarros chegam. Nunca é demais terem em atenção este “detalhe” quando estão a escolher o vosso cliente. Se o cliente habita num destes locais remotos, perguntem se tem carro e se não tiver, digam-lhe, claramente, que a condição para aceitarem o lugar é ele arranjar um. Três ou quatro quilómetros da cidade mais próxima não é nada se estivermos a falar de países com um clima estável e de invernos não muito rigorosos. Ora, não é o caso da Irlanda.
As principais cidades, como Dublin, Cork, Galway, Sligo (entre outras), têm boa rede de transportes — autocarros e comboios. A Irish Rail opera os serviços ferroviários, enquanto a Bus Éireann oferece uma extensa rede de autocarros (entre os quais a ExpressWay). Comprem online, com antecedência, os vossos bilhetes pois só assim têm o lugar assegurado 😉. Podem igualmente fazê-lo na Estação de Autocarros ou com o próprio motorista (utilizando dinheiro ou cartão de débito), mas, e sobretudo em alturas festivas ou férias, é arriscado…
Quanto a aeroportos, a Irlanda possui vários, mas os principais são:
•Aeroporto Internacional de Dublin (DUB). Localizado em Dublin, é o aeroporto mais movimentado e com mais ligações internacionais.
•Aeroporto Internacional de Shannon (SNN). Localizado em County Clare, tem voos internacionais e é um ponto de paragem para algumas rotas transatlânticas.
•Aeroporto Internacional de Cork (ORK). Situado em Cork, possui principalmente voos domésticos e europeus.
•Aeroporto Internacional de Ireland West Airport Knock (NOC), está localizado em County Mayo, na Irlanda. Embora seja menor em comparação com o Aeroporto de Dublin, desempenha um papel significativo, especialmente para voos charter e de baixo custo, ligando a região oeste da Irlanda a destinos nacionais e europeus.
Apesar de estar localizado na Irlanda do Norte, têm ainda o Aeroporto Internacional de Belfast (Aldergrove) (BFS) que é o principal aeroporto internacional da região e que pode dar jeito se forem para locais junto à fronteira da República da Irlanda. Neste caso precisam de passaporte.
Os ferries que operam em rotas específicas, muitas vezes ligando diferentes partes do país através de rios ou estuários, ou a Irlanda a ilhas próximas, são uma excelente opção de transporte. Por exemplo, os ferries que atravessam a Baía de Dublin proporcionam uma ligação vital entre a cidade de Dublin e as regiões costeiras circundantes. Além disso, os serviços para as Ilhas Aran oferecem uma forma cénica e prática de explorar essas ilhas únicas, contribuindo para uma experiência de viagem diversificada e acessível.
Para além das viagens de ferry há inúmeras regiões com opções de cruzeiros fluviais e passeios de barco ao longo dos extensos rios. É o caso do Rio Shannon, cujos cruzeiros proporcionam uma maneira encantadora de explorar esta pitoresca região do Condado de Leitrim.
Fica a nota:
Aeroportos (com excepção de Dublin), ferries e cruzeiros não estão a funcionar o ano todo, por isso verifiquem bem a disponibilidade pois podem funcionar de Maio a Outubro.
Nesta altura daria jeito um trenó mágico como o do Pai Natal !!!



Isto aprimora de dia para dia! Parabéns amiga e obrigada por esta partilha!
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