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Mais verde é impossível! St. Patrick's day...

  • luaemp
  • 3 de mar. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 4 de mar. de 2024

(Imagem retirada de ABM College)


Já vos falei de um dos padroeiros da Irlanda, Sta. Brigit, e hoje é altura para vos falar de St. Patrick, também ele padroeiro, cuja celebração anual no dia 17 de Março é marcada por uma explosão de cultura, história e tradição em toda a Ilha Esmeralda.


Talvez fiquem admirados se vos disser que S. Patrício nasceu, segundo a maioria dos registos históricos e académicos, em Kilpatrick, na Escócia. Outras teorias, menos prováveis, sugerem que ele teria nascido em Wales. Mais ainda, o seu nome era Maewyn Succat.

Só muito mais tarde, com a sua ordenação, o mudou para Patricius… (Patrick ou em irlandês Pádraig)...


De acordo com os relatos históricos, por volta do século V, Patrício, um jovem pagão de 16 anos, foi sequestrado por Piratas e levado como escravo para a Irlanda, onde passou vários anos a trabalhar como pastor. Durante o período de cativeiro terá encontrado conforto na religião tendo-se convertido ao cristianismo. Após escapar à escravidão — e como o conseguiu fazer depende das fontes consultadas já que ora se afirma que ele o conseguiu após ter recebido uma visão divina ou um chamamento interior que o guiou para longe dos seus captores, ora noutros relatos é sugerido que ele conseguiu entrar num navio que o levou de volta à Grã-Bretanha — tornou-se sacerdote e, mais tarde, bispo.

Patrício voltou à Irlanda e lá permaneceu como missionário cristão, dedicando-se a espalhar a fé e convertendo muitos irlandeses ao cristianismo até à sua morte, que se acredita ter sido em 17 de Março de 461 d.C.


É claro que os Druidas celtas não acharam graça tendo perseguido Patrick que, de uma forma ou de outra, sempre escapou.


Porquê o shamrock, o verde, a cruz celta e os duendes?


Vou tentar explicar, resumidamente, estes símbolos, que não podem faltar no St. Patrick's day.

O shamrock é um trevo, miudinho, de três folhas, que, diz a lenda, o Patrício terá usado para doutrinar os irlandeses, fazendo uma analogia à Santíssima Trindade.

(Imagem retirada de House Beautiful)


O verde, cor obrigatória com que nos temos que vestir neste dia, é a cor emblemática da Irlanda e tornou-se um símbolo associado a S. Patrício enquanto padroeiro do país. O curioso é que, historicamente, a cor a ele atribuída na Igreja Católica era o azul.

Vá, pasmem mais um bocadinho,  a cor oficial da Irlanda, heraldicamente falando é o “Azure Blue”, que atravessa toda a mitologia (a Irlanda era representada por uma mulher vestida de azul, e que ainda hoje podemos ver num dos símbolos da Irlanda: a harpa celta)…

(Imagem retirada de Quora)

(Imagem retirada de Belfast Telegraph)


A associação de S. Patrício com a cor verde começou a ganhar destaque principalmente a partir do século XVIII, com o surgimento das celebrações em sua homenagem quer na Irlanda quer noutras partes do mundo onde havia comunidades irlandesas. A cor verde foi gradualmente adoptada como um símbolo do santo e da própria Irlanda, especialmente devido à sua paisagem verdejante e ao simbolismo do trevo de três folhas.

(Imagem retirada de Irish Central)


A cruz celta, com seus intrincados padrões entrelaçados, é outro elemento presente nas celebrações de S. Patrício. Embora a sua origem e significado exacto possam ser debatidos, a cruz celta é muitas vezes vista como um símbolo de herança cultural e espiritual na Irlanda, e a sua presença durante o Dia de S. Patrício destaca a conexão entre a religião e a cultura celta. Sim, porque a lenda irlandesa atribui a S. Patrício a ideia de misturar o símbolo do Cristianismo (a cruz), com o sol (adorado pelos celtas e normalmente representado no centro da cruz), e as linhas entrelaçadas (simbologia que destaca, dependendo da interpretação, a interligação de diferentes aspectos da vida, como o corpo e o espírito, eternidade e ciclo da existência, convidando à reflexão sobre os mistérios da vida). Se foi dele a ideia facilitou-lhe a vida no que toca à cristianização integrando, inteligentemente, a cultura celta na religião católica. 

(Imagem retirada de E-Dublin)


E, é claro, não podemos esquecer os duendes, ou leprechauns, que há muito tempo fazem parte do folclore irlandês. Embora S. Patrício não seja directamente associado a essas criaturas travessas, elas  tornaram-se uma parte intrínseca das celebrações deste dia adicionando um toque de magia e diversão à festividade. A tradição enraizada no folclore diz que vestirmo-nos de verde, faz com que fiquemos invisíveis aos Leprechauns, logo protegidos das suas travessuras. Algumas pessoas também acreditam que usar a cor trará boa sorte, outros simplesmente para honrar a sua ancestralidade irlandesa.

(Imagem retirada de Independent)


Mas acreditem: o melhor mesmo é cumprirem esta tradição pois correm o risco de serem pintados — não seriam os primeiros a levar com uma lata de tinta verde ou a serem perseguidos com um spray.

Por isso, levem a sério o slogan “Bring out your green!”...

É de tal forma sério que até a comida ou bebidas são verdes neste dia. Tipicamente come-se batatas cozidas com couves ou Shepherd’s Pie, as panquecas são verdes, as bolachas ou bolos verdes, etc.

(Imagem retirada de PureWow)

(Imagem retirada de Favourite Family Recipes)

(Imagem retirada de Eventbrite)

(Imagem retirada de Tasting Table)


Pronto, agora é só imaginarem uma espécie de carnaval verde, com desfiles, paradas, travessuras, muita música e claro, muito álcool!

(Imagem retirada de Derry Journal)


Divirtam-se e… Sláinte!

(Imagem retirada de Irish Central)



 
 
 

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