top of page

Psst, e formação na área, não?

  • luaemp
  • 3 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Querem clareza na resposta? Aqui vai — não.

Mas valorizam a experiência. Por experiência, querem dizer pessoas que gostam de cuidar e que, por força das circunstâncias, já o tiveram que fazer com um familiar próximo ou familiares de amigos.

Acresce o facto de que nem todas as pessoas que necessitam de cuidados se encontram no mesmo grau de intervenção. Não é a mesma coisa cuidar de uma pessoa que tem uma patologia grave associada do que outra que, devido à idade, já não possui a mesma destreza que tinha e não consegue fazer determinadas coisas, ou que se sente sozinha. Não é a mesma coisa cuidar de alguém relativamente autónomo, com mobilidade, ou capaz de se alimentar sem intervenção, por exemplo, do que daqueles que não o são.

No fundo, é o que distingue um cuidador informal — aquela pessoa, familiar ou não, que assiste outra que se encontra fragilizada ao ponto de não poder cumprir tarefas associadas ao seu dia a dia —, de um cuidador formal — profissional preparado para prestar assistência de acordo com as necessidades específicas de cada cliente, garantindo que não só as actividades da vida diária sejam realizadas, como assegura cuidados mais abrangentes, tanto físicos como psicológicos, incluindo a prestação de cuidados paliativos, trabalhando em estreita comunicação com outros profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, terapeutas, entre outros.

Em última análise, a ideia de recrutar pessoas sem formação na área, reflecte a complexidade das necessidades de cuidados de saúde que ocorre, entre outros factores, devido ao envelhecimento da população e a uma escassez de cuidadores disponíveis.

No entanto aquilo que poderá parecer à primeira vista uma ideia arriscada e pouco inteligente, é pelo contrário uma ideia visionária: em primeiro lugar porque aceitam candidatos sem formação na área suprindo assim a demanda por cuidadores; segundo porque colocam à disposição destes, uma panóplia de cursos — grande parte gratuitos (outros a preço reduzido) sendo que pelo menos o "in-house" (o da Casa) é obrigatório durante todo o tempo do contrato (voltaremos a falar dele) — que lhes abre portas para oportunidades de carreira.

É ou não é uma ideia brilhante? Atende às necessidades presentes moldando o futuro do sector de cuidados de saúde da Irlanda, garantindo uma melhor qualidade de vida para todos os envolvidos!


Bem parecido com Portugal que investe dinheiros públicos na educação e formação para anos depois sugerir que o povo emigre…🤔



 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Post: Blog2_Post
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn

©2023 por Irlanda: cuidando dos cuidadores e outras coisas que me passam pela cabeça.... Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page