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Árvore de Natal...

  • luaemp
  • 10 de dez. de 2023
  • 3 min de leitura



Ainda vão a tempo de fazer a árvore de Natal… Sim, sim, na Irlanda apreciam muito esta tradição. Quem sabe este post vos abra o apetite… 😉


Na verdade, a origem da tradição da árvore, pode estar situada em rituais pagãos, realizados muito tempo antes de Cristo.

Na Antiguidade, ramos de árvores de folha perene, que não deixam sequer esmorecer o verde, eram pendurados, durante o Inverno, nas portas e janelas… Uns faziam-no porque acreditavam que estes afugentavam os maus espíritos e doenças da casa; outros, para lembrar ao deus Sol, que ficava fraco ou doente no Inverno, que todas as plantas precisavam que ele se restabelecesse para crescerem e darem os seus frutos na Primavera…

Os romanos utilizavam a mesma técnica nas festas em honra de Saturno (deus da agricultura) de forma a atrair boas colheitas.


Na Idade Média, em alguns lugares da Europa, o dia 24 de dezembro era marcado como o "Dia de Adão e Eva" em algumas tradições cristãs. Ora, a árvore aqui simbolizava a Árvore do Paraíso ou, de uma forma mais vasta, o Jardim do Éden.


Mais próximo da simbologia da árvore de Natal como a conhecemos hoje, dizem os historiadores que data do início do século XVI na Letónia, onde surge o primeiro registo, e, no mesmo século, poucos anos mais tarde, na Alemanha, onde numa pintura se pode ver um homem montado a cavalo, que muitos dizem tratar-se de S. Nicolau, arrastando pelas ruas uma enorme árvore…

Ainda na Alemanha (cerca de 50 anos mais tarde), outros registos exibem uma árvore decorada com maçãs vermelhas e flores de papel.

Para os protestantes, não posso deixar de referir a lenda que atribui a Martinho Lutero a responsabilidade da tradição da árvore de Natal, dentro de casa, tal como a conhecemos hoje.

Reza a lenda que numa noite de Dezembro com o céu pejado de estrelas, Lutero caminhava pela floresta e ficou maravilhado com o brilho que estas refletiam nas árvores cobertas de neve… Chegado a casa contou aos filhos que a cena que vira lhe lembrava Jesus, como se Ele tivesse deixado as estrelas do céu para vir à Terra lembrar o seu Natal.

Correu a cortar uma árvore, levando-a para dentro de casa e enfeitando-a com pequenas velas, numa tentativa de perpetuar aquela epifania.


Por falar em enfeites, vocês devem saber que existem diferentes tradições e simbologias quanto àquilo que se coloca no topo da árvore de Natal, certo?

Caso nunca tenham pensado nisso, deixo-vos um resumo sobre alguns deles:

Há quem coloque uma Estrela no topo da árvore estabelecendo uma ligação com a Estrela de Belém que, segundo a tradição cristã,   guiou os Reis Magos até ao local de nascimento do Menino Jesus.

Outros optam por colocar um anjo, evocando a figura do Anjo Gabriel que, conforme a narrativa bíblica, anunciou o nascimento de Jesus aos pastores, simbolizando a mensagem de esperança e paz que cobre a época natalícia. 

Uma terceira opção cujas origens estarão ligadas, possivelmente, a tradições pagãs e/ou mitológicas, é a de colocar uma Fada (devemos dizer “Gente Pequena”, pois de cada vez que dizemos “fada”, morre uma). Esta opção parece representar a magia e a alegria que esta época traduz…


Se não conseguirem escolher o que colocar no topo, coloquem as três … não se esqueçam é de fazer os desejos no momento em que coroam a árvore 😉 


Muitas famílias fazem igualmente o presépio “the Nativity scene”, mas as tradições já não são o que eram, nem mesmo num país tão católico como a Irlanda… 


Vá, vão lá  fazer a árvore… e “Joy to the World“...



 
 
 

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